quarta-feira, 8 de março de 2017

Ministros do TSE sinalizam que não há elementos para tornar Dilma inelegível

Former Brazilian President Dilma Rousseff acknowledges the audience during a meeting at the UMET (Universidad Metropolitana para la Educacion y el Trabajo) in Buenos Aires, on December 22, 2016 where she gave a lecture on democracy and social justice. / AFP PHOTO / EITAN ABRAMOVICH ORG XMIT: EAS831
Ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) têm dado sinais de que os dados disponíveis até agora no processo que investiga abuso de poder pela chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2014, não obrigam a corte a declarar a inelegibilidade da ex-presidente. Já a situação de Temer seria mais delicada.

Por esse raciocínio, basta a comprovação da existência de caixa dois em uma campanha para o eleito ser cassado do mandato que ocupa. Como Dilma já foi afastada, só Temer poderia sofrer a pena. Daí a defesa que os apoiadores do presidente fazem de que as contas da campanha eram separadas e assim devem ser julgadas.

Já a condenação à inelegibilidade, que pode afetar Dilma, só poderia ocorrer caso se comprovasse que ela tinha conhecimento do caixa dois na época da campanha. Nenhum delator afirmou até agora que Dilma participou de tratativas de contribuições ilegais à campanha.

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