quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Vilmar está fortalecido para a reeleição em 2016

Em 13 de março de 2014, neste mesmo blog, escrevi o seguinte: “Se o Dr. Vilmar tiver recuperado a capacidade de transferência de votos que tinha em 2006, o Dr. Sarto receberá em Acopiara pelo menos 8.667 votos, que correspondem a 53,93% dos 16.071 votos obtidos pelo Dr. Vilmar em Acopiara em 2012.”

Em valores absolutos, a diferença do previsto para o que de fato aconteceu foi de apenas 169 votos. Em números relativos, Dr. Sarto recebeu, em Acopiara, o equivalente a 52,87% dos votos que o Dr. Vilmar conquistou em 2012.

A Ciência Política não é uma ciência exata, mas ainda assim é uma ciência, e como tal procura analisar a partir de padrões que se estabelecem nos fatos. Não considerar isso é mera especulação.

Dessa forma, engana-se quem achar que a votação de Dilma Rousseff em Acopiara é fruto do trabalho de algum líder político, ou que a votação em Eunício Oliveira expressa rejeição a outro. Ou ainda, sair somando a votação de candidatos a deputado estadual que supostamente só seriam votados por certo grupo político não é nada objetivo.

Assim, será se o Dr. Vilmar poderia dizer que a votação de Agenor Neto em Acopiara se deve a trabalho de seu grupo? E os votos de Miriam Sobreira, que no passado foi apoiada pela atual oposição, e esteve no mesmo palanque de Vilmar e Camilo, seriam somados ao trabalho do prefeito? 

O PMDB do Ceará deve anunciar apoio a Aécio Neves. Se a Dilma ganhar em Acopiara no segundo turno, terá sido só trabalho do Vilmar?

Não acredito que se queira fazer esse tipo de análise, a não ser que o intuito seja confundir o eleitor. 

Dessa forma, adoto dois parâmetros de análise para o resultado da eleição em Acopiara e, a partir daí, aponto de que maneira isso poderá refletir na disputa de 2016.

Primeiramente, vamos focar nos dois principais líderes políticos de Acopiara atualmente, e vejamos quantos votos cada um deu a seus candidatos a deputado estadual e federal. Depois, procuremos saber a capacidade de transferência de votos de cada um na condição de prefeito, de acordo com estudo do meu pupilo Matheus Amarante.

Na comparação absoluta, Dr. Sarto recebeu em Acopiara 8.498 votos, e Ricardo Almeida 8.210 votos. Diferença de apenas 288 votos, mostrando, a partir desse ângulo, que o ex-prefeito teria força e ainda definiria as decisões do seu grupo, o que lhe daria o título indiscutível de líder da oposição.

Mas se compararmos os candidatos a deputado federal apoiado por cada líder, descortina-se uma indefensável incoerência nessa força do ex-prefeito. Como ele consegue dar ao irmão os votos que deu e para Gorete Pereira, sua candidata a deputada federal, angariou parcos 3.918 votos? Esse número é quase 50% menor do que os 7.982 eleitores que escolheram Paulo Henrique Lustosa para Deputado Federal em Acopiara.

Veja-se que os números arredondados de votos para deputado federal (8 mil) e deputado estadual (8,5 mil) dos candidatos do prefeito Dr. Vilmar é muito semelhante. Isso sim mostra coerência e que foi ele, o Dr. Vilmar, quem conseguiu os votos para os candidatos. Isso prova a liderança e capacidade de manter seu bloco unido e coeso, dentro de um projeto em andamento e que deve continuar em 2017. 

No tocante à capacidade de transferência de votos, o líder da oposição, eleito prefeito em 2008 com 14.829 votos, deu a sua candidata Miriam Sobreira, em 2010, 6.547 votos, o que corresponde a 44,14% dos sufrágios que ele havia obtido em 2008. Ou seja, essa foi a capacidade de transferência de votos do líder da oposição quando era prefeito.

Já o Dr. Vilmar, na condição de prefeito, conseguiu transferir 52,87% dos 16.071 votos que obtivera em 2012. Ou seja, a capacidade de transferência de votos do Dr. Vilmar é pelo menos 8 pontos percentuais maior do que a do ex-prefeito. 

Essa situação não apenas claramente fortalece o Dr. Vilmar a disputar a reeleição em Acopiara em 2016, com fortes chances de vitória, como ratifica uma indiscutível aprovação de sua administração e capacidade de liderança. 

Se a oposição quiser convencer alguém a embarcar no seu carrossel – onde o mundo faz de conta e a terra é quase céu – tem que procurar outros argumentos porque esses que estão trazendo não têm base objetiva de sustentação.

Dr. Nabupolasar Alves Feitosa, Ph.D.

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