A prática é explícita, mas, ao mesmo tempo, ninguém parece ver. A exploração sexual infanto-juvenil no Ceará, seja promovida de forma aberta nas ruas e avenidas ou falsamente encoberta em bares e restaurantes da orla, já se torna cena tão corriqueira no Estado que, embora seja uma das mais graves violações de garantias previstas em lei a crianças e adolescentes, não tem mobilizado poder público e sociedade como deveria.
No Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, principal canal de denúncia para esses casos, menos de 6% das notificações se referem à exploração sexual no Ceará.
No primeiro semestre deste ano, o órgão recebeu, ao todo, 2.266 relatos de violência, negligência, trabalho infantil e outras transgressões contra menores de 17 anos no Estado. No entanto, apenas 131 denúncias, precisos 5,9% do total, incluíram crianças e adolescentes em situação de exploração sexual. Nos anos anteriores, o quadro não foi diferente.
Em igual período de 2013, 2012 e 2011, nem 10% das notificações que chegaram ao Disque 100 estavam relacionadas ao problema.
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