O prefeito e o vice-prefeito afastados de Quixeramobim, Cirilo Pimenta (PSD) e Tarso Borges (PMDB) estiveram, na manhã de ontem, na Assembleia Legislativa, para apresentar defesa sobre as acusações de desvio de dinheiro público, por meio de fraudes em licitações, que fizeram com que eles e mais vários outros servidores fossem afastados de seus cargos na terça-feira passada, quando da operação do Ministério Público estadual.Afirmando ter sido vítima de "perseguição política", Pimenta declarou que tudo foi um grande "equívoco", pois, com exceção de duas, todas as outras licitações das quais supostamente o dinheiro teria sido desviado ainda não foram concluídas.
Durante a operação, também foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão tanto em Quixeramobim quanto em Fortaleza, em que foram recolhidos documentos na sede daquele Executivo municipal e na casa dos envolvidos. A operação foi deflagrada 19 dias após a realização da primeira operação "Quixeramobim Limpo I".
No fim da tarde, a assessoria do Ministério Público encaminhou nota à redação para contestar as afirmações de Cirilo e reafirmar todas as denúncias.
Cidade expressa indignação com denúncias investigadas
Mais de 24 horas após a megaoperação Quixeramobim Limpo II, realizada na manhã da última terça-feira, 9, nesta cidade do Sertão Central, a situação ainda era de perplexidade. Não tanto pelo número de viaturas da polícia cercando as repartições públicas e residências do gestor municipal, seu vice e secretários. O choque maior da população era com o afastamento do prefeito Cirilo Pimenta. Quem passava pela Praça Capitão Dias Ferreira, defronte ao Paço Municipal, ainda notava os efeitos da ação policial desencadeada a partir de investigações feitas pelo representante do Ministério Público, o promotor de Justiça Igor Pereira Pinheiro.
DN Online
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