O cantor e compositor cearense Raimundo Fagner aproveitou a homenagem do Senado, para contar um pouco de sua experiência de dividir o palco e o estúdio com o Rei do Baião.
"Nossa convivência virou uma relação de pai para filho", disse Fagner. "Foram muitas idas a Exu (terra do Gonzagão), e muitas à minha cidade, Orós. Ele me tinha como filho e eu tinha ele como ídolo e um pai generoso e carinhoso", revelou.
Ele se disse honrado de participar de "uma homenagem justa para um homem do povo, que botou o Nordeste no mapa do Brasil e do mundo com sua música alegre, triste, falando das causas sociais".
O sanfoneiro Chambinho do Acordeon que viveu o Rei do Baião no filme "Gonzaga: de Pai para Filho", do diretor Breno Silveira, também expressou seu orgulho com a obra deixada pelo artista pernambucano.
"Todas as homenagens são merecidas e devidas, pois ele deixou um legado. Como seguidor de Gonzaga, quero abrir a possibilidade de agregar a juventude ao baião", comentou Chambinho, que tocou os clássicos Asa Branca e Que Nem Jiló.
O artista cearense Waldonys, depois de executar o Hino Nacional apresentou um dueto com Dominguinhos (participação especial gravada em vídeo) na música Não Vendo Nem Troco. Dominguinhos homenageou ainda Gonzagão cantando Vida de Viajante. E Fagner relembrou sua participação na homenagem da Missa do Vaqueiro ao centenário de Gonzaga. A celebração foi em Serrita (PE), em julho, cantando com Waldonys a música A Morte do Vaqueiro, de Luiz Gonzaga.
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