terça-feira, 16 de novembro de 2010

Atraso na outorga de água dificulta produção de peixes na região Centro Sul do Ceará

Iguatu. O atraso na outorga de água é um dos principais entraves para maior produção de peixes na Região Centro-Sul e Vale do Salgado. O secretário de Meio Ambiente do Município de Iguatu, Valdeci Ferreira, criticou o excesso de burocracia para obtenção de licença de outorga de água para exploração da atividade. "Em média, as associações esperam cinco anos", disse. "Isso é um absurdo". Os grupos querem produzir, mas não conseguem. "Até a Marinha precisa ser consultada para instalação de um projeto em um açude da região".

Uma associação criada na localidade de Trussu, Zona Rural de Iguatu, tenta há quatro anos obter a outorga para implantar um projeto produtivo de criação de tilápia. "Os pescadores já estão desestimulados e perderam a esperança", disse Ferreira. "Eles querem trabalhar, produzir, mas não conseguem".

A cadeia produtiva do pescado na região Centro-Sul está em expansão. Nos últimos quatro anos, os grupos produtivos de criação de tilápia em tanques-redes multiplicaram-se e ampliaram a produção. Antigos pescadores artesanais transformaram-se em piscicultores e novos membros da família também aderiram à atividade econômica, ampliando a renda.

Apesar da potencialidade da região, que dispõe de grandes açudes públicos, há entraves a serem vencidos. Além da demora para obtenção de outorga de água para criação de novos grupos, também há poluição ambiental e dificuldades no escoamento da produção para atender à demanda crescente no Estado.

O sucesso da atividade e os problemas enfrentados pelos produtores de pescado foram discutidos em recente encontro de piscicultores da Região Centro-Sul/Vale do Salgado, realizado no auditório do Sebrae, nesta cidade. O evento contou com representantes da Secretaria das Cidades, associações de produtores, Instituto Agropolos e da Prefeitura de Iguatu.

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