Um dos homenageados do São João do Recife este ano é o compositor iguatuense Humberto Teixeira (i.m.). O anuncio foi feito durante coletiva da Prefeitura do Recife, realizada na tarde desta segunda-feira (17).
O tributo prestado pelo Ciclo Junino de 2010 do Recife marca os 95 anos de nascimento de Humberto Teixeira. A trajetória deste criador é conhecida, de Norte a Sul do País, como legítimos representantes de uma cultura que não conhece fronteiras.
Humberto Teixeira
O tributo prestado pelo Ciclo Junino de 2010 do Recife marca os 95 anos de nascimento de Humberto Teixeira. A trajetória deste criador é conhecida, de Norte a Sul do País, como legítimos representantes de uma cultura que não conhece fronteiras.
Humberto Teixeira
Compositor e instrumentista, desde criança dedicado à música, estudou bandolim ainda em Iguatu (CE), sua cidade natal. Em seguida, já em Fortaleza, enquanto cursava o secundário, estudou flauta com o maestro Antônio Moreira, da Orquestra do Cinema Majestic, e posteriormente com o seu tio, Lafaiete Teixeira.
Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou Direito, tornando-se advogado, sem jamais abandonar o caminho da música, no qual se notabilizou como grande compositor e um dos mais destacados parceiros do Rei do Baião.
Autor de sambas, valsas, toadas, modinhas, canções, marchas, xotes, sambas-canções e outros gêneros, compôs em co-autoria com, entre outros, Lírio Panicalli, E. Guimarães, Felícia Godói, maestro Copinha, Sivuca, Lauro Maia (seu cunhado) e, claro, Luiz Gonzaga, que conheceu em 1945, quando este procurava um letrista que o ajudasse a compor uma trilha de ritmos nordestinos para lançar no Rio de Janeiro.
Para essa trilha o ritmo escolhido foi o baião, que acabou oferecendo a possibilidade de uma melhor performance a ser trabalhada nos mais diversos formatos de apresentação pública, inclusive no cinema, através do qual seria internacionalizado.
Em 2010 comemora-se, ainda, os 65 anos do primeiro encontro, no Rio de Janeiro, entre Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (cognominado O Doutor do Baião, pelo amigo Lua), que permitiu o início da sua rica parceria, quando surgiu o primeiro sucesso da dupla, denominado "No meu pé de serra", a que seguiriam "Baião", gravado em 1946, e muitos outros como "Asa branca", "Mangaratiba", "Juazeiro", "Qui nem jiló", "Baião de dois", "Assum preto" e "Lorota boa". Em 1950 tem início uma nova grande amizade e colaboração criativa entre O Rei do Baião e Zé Dantas.

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