“Todo mundo sabe aqui que eu não sou valente. Eu sou é frouxo, quando tem um homem daquele tamanho atrás de mim... Mas, às vezes, a gente tem de reagir”. Com essas palavras, o senador Tasso Jereissati (PSDB) justificou, ontem, o bate-boca protagonizado por ele e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), na semana passada. Tasso evitou pronunciar o nome de Renan, mas disse haver “pistoleiros verbais” no Senado. “Há um clima de intimidação constante”, reconheceu ontem, durante encontro com prefeitos e empresários.Tasso não poupou críticas ao que chamou de “tropa de choque” que estaria fazendo “ameaças” e “intimidação” contra a oposição para proteger o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP) - alvo de inúmeras denúncias. “São maracutaias de milhões que dominam o Senado. É que nem filme da máfia. Tem chefe, subchefe e a turma da pistolagem que, geralmente, é quem mais aparece”, disse.
O Povo Online
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