sábado, 22 de agosto de 2009

Ceará vai produzir coração artificial

O dispositivo é feito de titânio, tem apenas dois centímetros de diâmetro e uma central digital portátil. Devido ao tamanho e mobilidade, o paciente que vier a usa-lo não precisará ficar internado, informou o médico italiano Alessandro Verona, criador do protótipo.

As pesquisas serão realizadas no Cenpex com supervisão do médico Juan Mejia, coordenador cirúrgico da Unidade de Transplante Cardíaco. O hospital Dante Pazzanese, em São Paulo, também está desenvolvendo coração artificial com tecnologia nacional.

A análise pré-clínica acontecerá com a implantação do coração artificial em dez animais, posteriormente em dez humanos, ambos acompanhados pelo período de seis meses.

Juan Mejia afirma que o novo dispositivo deve diminuir de 15 a 20% o número de candidatos na fila de transplante cardíaco.

Na primeira fase do projeto a empresa cearense deverá cumprir regularização junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou José Augusto Parente, diretor da StudHeart.

Segundo a diretora do Hospital de Messejana, Socorro Martins, o coração artificial pode ser usado em dois tipos de pacientes, os que sofrem de problemas agudos como falência dos músculos cardíaco e os que já estão em fase crônica, aguardando um novo órgão. Ela diz que a diária do paciente no hospital custa até R$ 2mil por dia. "Com o coração artificial, esta despesa deve diminuir, já que o paciente terá a possibilidade de receber alta com mais rapidez".

DN

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