A Prefeitura deste município, localizado na região dos Inhamuns, começou o trabalho emergencial de limpeza das ruas da cidade. A operação envolve 60 homens contratados por uma empresa para o serviço de varrição e capinação das ruas, praças, outras áreas públicas e de terrenos baldios. Somente no primeiro dia, mais de 20 carradas foram retiradas da área urbana, segundo o prefeito, Marcondes Ferraz. A ação continua no decorrer desta semana, conforma anuncia.Os moradores desta cidade enfrentam outros transtornos como o corte de energia elétrica de várias ruas e praças. Há mais de 15 dias que o fornecimento foi suspendido pela Coelce, em face do atraso de pagamento de parcelamentos de débitos, ainda realizados na administração passada. Há cortes também no abastecimento de água realizado pela Cagece para alguns imóveis públicos.O prefeito Marcondes Ferraz, que foi empossado no último dia 1º, disse que assume o município numa situação de paralisação dos serviços de saúde e limpeza pública, além de dívidas acumuladas nos últimos dois meses. “Ainda não temos um levantamento das dívidas herdadas da administração passada. Espero receber as informações e concluir esse levantamento nesta semana”.De acordo com o atual gestor, nenhuma das cinco equipes do Programa Saúde da Família (PSF) está funcionando.“O serviço está paralisado, mas vamos tentar, até o próximo dia 10, implantar a primeira equipe completa. O município não tem ambulância e em caráter de emergência solicitei o empréstimo de uma à Secretaria de Saúde do Estado”. Ele afirmou que somente encontrou dois veículos Fiat Mille, um sem motor e outro sem pneus, e uma camioneta velha, sem condições de uso.Os telefones da Prefeitura e do Hospital municipal também foram cortados por atraso no pagamento. “Estamos vivenciando uma situação calamitosa e até a mobília da casa do prefeito foi retirada”. Segundo ele houve uma tentativa de transição com a administração passada, sem êxito. “Encaminhamos três ofícios, mas sem resposta. Estamos assumindo o município sem informações de dívidas e de documentos”.
DN
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