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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Combate ao crime organizado depende de “olhar rebelde”, diz Ciro

Durante a abertura do Seminário Internacional Sobre Segurança Pública, na noite de ontem, na Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) criticou o que chamou de “olhar tradicional” nas políticas nacionais para a área porque não tem surtido o efeito esperado. E defendeu um “olhar rebelde”, que fuja do padrão, para um melhor combate ao crime organizado no País.

Ciro criticou políticas de segurança imediatistas, que não projetam resultados a longo prazo, e um discurso que considera simplista, vindo de parcela da classe política. “O povo está com medo e medo não é um bom conselheiro”. A fala veio após o senador Tasso Jereissati (PSDB) afirmar que o pré-candidato tucano ao Governo do Ceará, general Guilherme Theophilo, tem “autoridade” para enfrentar a crise na Segurança. Na palestra, Ciro citou dados do Atlas da Violência 2018, divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O documento mostra um aumento do número de assassinatos de negros e pardos no País.

O ex-ministro destacou a situação socioeconômica desses jovens e a vulnerabilidade desse público. E deu como exemplo de política pública o programa Ceará Pacífico, do Governo do Estado. “O convencional não está resolvendo o problema (da insegurança). Precisamos pensar fora da caixa tradicional”, disse. Em crítica ao presidente Michel Temer, o pré-candidato afirmou que a Emenda 95, que limita gastos, também influi na falta de segurança, pois faltam investimentos em tecnologias que poderiam contribuir em ações como, por exemplo, a defesa das fronteiras.

Ele ainda criticou ações como a intervenção do Exército no Rio de Janeiro que, segundo Ciro, ocupa “as favelas com tanques e fuzis, fazendo as forças armadas apontarem suas armas para os nacionais brasileiros”. Para Ciro, isso representa o mau uso das Forças Armadas no combate à violência urbana.

Apesar de criticar a intervenção federal, Ciro defendeu projetos conjuntos entre União, estados e municípios, fazendo valer o que foi acordado no Pacto Federativo, que segundo o pré-candidato, “vem sendo dilacerado” por falta de planejamento. Para o pedetista, no enfrentamento ao crime, é preciso “mais tecnologia e investigação” e não tão somente “aparato”.

O Seminário Internacional de Segurança Pública segue até sexta-feira, 8, na Assembleia, com palestras, debates e conferências que buscam desenvolver proposições de medidas e ações referentes a política de segurança pública.

(O POVO)

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