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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Iguatu sem gasolina, fila de espera e começa faltar frutas e legumes oriundos da Bahia

Fim de tarde desta segunda-feira, 28, e os 16 postos na cidade de Iguatu permanecem sem combustíveis. Somente um, mantém fila de carros e motos porque existe a expectativa de que por volta das 20 horas um caminhão tanque chegue com gasolina. “O jeito é garantir a vaga e o abastecimento porque preciso seguir viagem para trabalhar como vendedor de bebida em barraca na festa de Santo Antônio, em Barbalha”, contou, Valdinei Diniz. “Desde Quixeramobim e até aqui não encontramos gasolina”.

Dezenas de motoristas e de motociclistas permanecem desde as 15 horas na fila em um posto da Avenida Perimetral, no bairro Cocobó, na cidade de Iguatu. “Preciso trabalhar, levar meus filhos para escola e a mulher para o trabalho”, disse o mototaxista, Paulo Lima. “Não imaginava que uma coisa dessa fosse acontecer”.
Os combustíveis em Iguatu acabaram ainda na sexta-feira passada, à noite, e no sábado pela manhã apenas um posto do centro da cidade permanecia com um estoque que logo se esgotou. Amanhã pela manhã, um posto de bandeira Petrobrás deve receber dois caminhões tanque. “A fila será grande e o estoque só dará para atender até o meio-dia”, prevê o frentista, Carlos Souza.

Frutas e legumes

A greve já afetou severamente o estoque de frutas e legumes nos mercadinhos, oriundos de Juazeiro da Bahia e Petrolina em Pernambuco e de alguns alimentos industrializados, como pães e bebidas, oriundos de Fortaleza e até da região do Cariri. “As compras não estão sendo faturadas pelas empresas porque não há como transportar”, explicou o presidente do Sindicato dos Lojistas de Iguatu, Tadeu Rolim. “Quem foi a feira livre hoje, sentiu a falta de cenoura”.

Preocupação com as granjas

O técnico em assistência às granjas, Fernando Cavalcante, disse que a situação que o setor atravessa é muito preocupante. “O milho, que responde por 60% da ração, já começa a faltar, assim como outros componentes, farelo de soja, farinha de carne e até o ovo fértil, que vem de Minas Gerais”, pontuou. A saca de 60 quilos de milho que custava R$ 42,00 passou para R$ 50,00. “As granjas estão racionando ração para tentar atravessar a crise e o reabastecimento é lento”. Fernando Cavalcante explicou que os caminhões ainda estão retidos nas rodovias.

Diário Centro Sul
jornalista Honório Barbosa

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