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domingo, 22 de abril de 2018

Matadouro: após 20 dias, familiar quebra o silêncio e narra fielmente o que motivou a morte de uma recém-nascida no Hospital Geral de Acopiara

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Depois de 20 dias, um parente da jovem Luana Moreira que perdeu a sua bebê por negligência médica no Hospital Geral de Acopiara quebrou o silêncio e explicou o que aconteceu naquele dia 02 de abril de 2018. 

Ele narra fielmente o ocorrido e deseja que ninguém passe pela humilhação e sofrimento que a Luana passou.

Luana chegou no hospital nos primeiros minutos do dia 02 de abril. Chegando lá, fizeram um exame de toque e a dilatação apresentava apenas 2 cm. O tempo foi passando e a equipe que a atendeu fazia novos exames de toque e afirmava que a criança nasceria normal. Neste período a gestante enfrentava muitas dores, inclusive nas costas. Por volta das 2 horas da manhã, relata o familiar, Luana foi levada para a sala de parto, estimulada a ter a criança normal e não conseguiu. Após essa tentativa, a minha parente foi levada novamente para a sala de pacientes. "Foi muito sofrimento", lembra. 

Quando o relógio marcava 4 horas da manhã, Luana Moreira já não aguentava mais de tanta dor. Ela foi levantada a força da cama e levada novamente para a sala de parto sob as ameaças de que se não fosse o médico iria embora. "A querida Luana não sentia mais as pernas", relatou. 

Já na sala de parto, pela segunda vez, disponibilizaram uma espécie de uma bola para ela pulasse em cima, objetivando estimular o nascimento da bebê. "Luana não aguentava mais de tanta dor e nem sentia as pernas. Ela pedia a Deus para ajudá-la, pois não suportava mais tanto sofrimento. Foi um horror", disse o parente. 

Com o passar do tempo, Luana foi devolvida ao seu quarto até a chegada de um novo médico que fez um exame de toque e pediu para que a sala de cirurgia fosse preparada, pois iria realizar a sua cesária.

O parente conta que após o nascimento da criança, por volta das 17h10min, Luana não escutou o choro da bebê. Momentos após, o médico informou para a mãe que a pequenina havia nascido com um problema e precisava ser transferida para o Hospital Regional de Iguatu para tomar uns medicamentos, pois no Hospital Geral não tinha. 

A menina só foi transferida por volta das 22 horas, pois o hospital acopiarense informou que no Regional em Iguatu não havia vaga. "Foi angustiante chegar em Iguatu e ver apenas a nossa bebê internada, contrariando os profissionais de Acopiara que alegaram não ter transferido a recém-nascida por falta de leito", lembrou. 

A pequena Heloise morreu porque passou da hora de nascer, engoliu muita secreção e teve uma parada cardíaca antes de ser transferida. "Foi um show de irresponsabilidade e negligência", lamentou o parente.
O parente lamentou também uma frase de uma enfermeira do Hospital Geral de Acopiara. Ela postou na sua conta de facebook a seguinte frase: "Agora esse povo de Acopiara querem que as mulheres tenham nenê sem sentir dor rsrsrs. Amor entra em gota mais sai em kg ta bj".

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