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segunda-feira, 5 de março de 2018

Casal é suspeito de matar filha de 5 anos

Casal é suspeito de matar filha de 5 anos no interior de SP
Um casal foi preso no sábado (3) por suspeita de ter espancado até a morte a filha de 5 anos, em Itapetininga, no interior de São Paulo. Phelippe Douglas Alves, de 25 anos, e Débora Silva, de 24, haviam acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no dia anterior, alegando que a criança tinha caído da cama e batido a cabeça, passando a ter convulsões. A equipe médica, porém, suspeitou dos hematomas na menina, que seriam compatíveis com maus-tratos.

Pela gravidade dos ferimentos, a menina Emanuelly Agatha foi transferida para o Hospital Regional de Sorocaba, mas morreu na madrugada de sábado (3). O casal foi detido e, na audiência de custódia, o juiz responsável pelo plantão judiciário determinou a prisão preventiva. Débora foi levada para a Penitenciária Feminina de Votorantim e seu marido, para a Penitenciária II de Itapetininga. Ele foi colocado em cela do chamado seguro, onde ficam detentos sob ameaça, por causa do tipo de crime do qual é suspeito.

A avó da criança, Irene de Jesus, relatou ao portal G1 já ter presenciado os pais batendo na menina. Segundo ela, os dois diziam que faziam aquilo para "educá-la".

De acordo com a Polícia Civil, o casal negou o crime. Os dois são usuários de drogas e já estiveram envolvidos em suspeitas de agressões a seus outros filhos.

Além de Emanuelly, eles têm outros dois filhos, uma menina de 9 anos e um menino de 4. As crianças foram encaminhadas a um abrigo provisório pelo Conselho Tutelar até uma definição da Justiça sobre o local para onde serão levadas. A polícia espera o laudo da perícia feita na criança e vai analisar os celulares apreendidos na casa da família. Vizinhos também serão ouvidos na investigação.

A garota foi sepultada neste domingo (4). De acordo com a administração do hospital, dois avós, um tio e outros parentes de Emanuelly acompanharam o enterro.

O advogado do casal que acompanhou a audiência de custódia informou que não se manifestaria, pois ainda será definido se vai continuar no caso.

G1

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