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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Cunha ataca delação de Funaro após ter acordo rejeitado pela PGR

BRASILIA, DF, BRASIL, 15-09-2017, 18h00: O ex presidente da câmara dos deputados Eduardo Cunha desembarca do avião da PF no hangar da corporação em Brasília. Ele foi trazido de Curitiba, onde cumpre pena após condenação na operação Lava Jato, para prestar depoimentos à justiça na capital federal. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) redigiu uma nota em que ataca a delação premiada do corretor Lúcio Funaro, apontado como antigo operador do parlamentar.

"Repudio com veemência o conteúdo [dos depoimentos de Funaro]. [Trata-se] de mais uma delação sem provas, que visa a corroborar outras delações também sem provas, onde o delator relata fatos [de] que inclusive não participou e não tinha qualquer possibilidade de acesso a informações", escreveu Cunha.

O ex-presidente da Câmara diz que as delações premiadas chegaram "ao ponto máximo da desmoralização". "Basta concordar com qualquer coisa que a acusação encomendar para obter infinitos benefícios."

O movimento de Cunha ocorre no momento em que estão travadas as conversas sobre sua própria delação —que negocia há meses com a PGR (Procuradoria-Geral da República), sem sucesso.

Os investigadores rejeitaram assinar delações com os dois presos, por entender que a dupla atuava em conjunto e forneceria informações semelhantes, o que não justificaria a concessão de benefícios para ambos.

A delação premiada de Funaro foi homologada no início de setembro pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Em seus depoimentos, ele afirmou que Cunha distribuiu propina a diversos aliados, entre eles o presidente Michel Temer. O Palácio do Planalto negou as acusações.

Folha de S.Paulo

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