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segunda-feira, 24 de julho de 2017

MPF investiga "rota da propina" de Geddel de olho em denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro

Geddel Vieira Lima está em prisão domiciliar desde o dia 12 de julho
Procuradores do MPF (Ministério Público Federal) no Distrito Federal tentam identificar o "caminho da propina" supostamente destinada ao ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), preso em regime domiciliar em Salvador. Geddel é investigado pela suspeita de fazer parte do esquema que operava a liberação de recursos do FI-FGTS a empresas em troca de propina. As informações sobre como Geddel recebia e administrava dinheiro ilícito deverão embasar uma denúncia do MPF. A defesa de Geddel disse rechaçar "o recebimento de qualquer vantagem indevida".

O MPF trabalha agora na apresentação da primeira denúncia contra Geddel, concentrada no crime de obstrução de Justiça. A investigação do "caminho da propina" forneceria bases para uma eventual segunda denúncia, esta com base em crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Geddel Vieira Lima foi preso no dia 3 de julho em Salvador e transferido para Brasília. No último dia 12, a Justiça concedeu a ele o direito a cumprir prisão domiciliar.

Segundo os procuradores, Geddel e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) atuavam junto a empresários para agilizar liberações de recursos do FI-FGTS em troca de propina. O FI-FGTS é um fundo de investimentos que utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e que é operado pela CEF (Caixa Econômica Federal). Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da CEF entre 2011 e 2013.

Uol

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