O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse hoje que Lula (PT) quer tirar a atribuição do presidente da República de indicar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A declaração foi dada nesta terça-feira ao programa SBT News.
O que disse Edinho
Edinho disse que "a ideia é transferir a escolha para a sociedade civil". Segundo o presidente do PT, Lula quer ouvir juristas e lideranças para definir quem faria essa indicação e de que forma ela ocorreria.
O presidente Lula quer mudar a legislação brasileira para que saia da mão do presidente da República a indicação de ministro do Supremo e de tribunais superiores.
Lula também defende tempo delimitado de mandato, segundo Edinho. De acordo com o petista, a ideia ainda precisa ser amadurecida, mas "uma coisa Lula tem certeza: vai mudar, quer mudar o Poder Judiciário brasileiro".
Como exige mudança na legislação, mudança seria só em eventual novo mandato de Lula. Para mudar uma lei federal é necessária a aprovação do Congresso Nacional.
Fala do líder do PT evidencia mudança na campanha de Lula, que busca se desvincular de escândalos no STF. Pesquisa Datafolha mostrou que 38% dos eleitores citam Lula como o candidato à Presidência prejudicado pela crise do STF e do Banco Master, e 31% apontam Flávio Bolsonaro (PL).
Nova estratégia da campanha mira Flávio
Outra mudança é que a equipe de Lula deve focar nas fragilidades do rival. Na entrevista, Edinho relacionou Flávio ao crime organizado e afirmou que ele "não tem condições de debater segurança pública" por ter vínculos com milicianos.
De um lado, um presidente que já mudou muito o Brasil e, portanto, tem credibilidade para hoje dizer que vai continuar mudando o Brasil. (...) Do outro lado, nós temos uma liderança que carrega com ela um histórico de relação com o crime organizado. São dois países totalmente distintos.
Edinho Silva, ao SBT News
Ataques ao candidato do PL vão ao encontro do que Marco Aurélio de Carvalho, um dos coordenadores da campanha do PT, disse ontem ao UOL. "Não acredito que possa ter uma bala de prata maior do que um candidato que é mais bandido do que o próprio pai, que tem 61 milhões de motivos [alusão aos R$ 61 milhões pagos por Daniel Vorcaro para o filme 'Dark Horse', sobre a vida de Jair Bolsonaro] para não votar nele, que condecorou miliciano", disse Marco Aurélio.
Para o presidente do PT, "o segundo turno é uma outra eleição, totalmente diferente daquela que aconteceu no primeiro turno". Segundo ele, a estratégia será buscar votos onde o PT já teve uma base forte no passado. "O presidente Lula tem uma margem imensa de crescimento de voto no nordeste e no sudeste, em determinados segmentos sociais e entre os eleitores que não compareceram às urnas", citou.

Nenhum comentário:
Postar um comentário