Isabelle Caracristi foi encontrada morta em um condomínio na área nobre de Fortaleza, no dia 13 de setembro deste ano. A morte da jovem teve repercussão nas redes sociais depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso.
Ao arquivar a investigação dos crimes dolosos contra a vida na última terça-feira (20), a 5ª Vara do Júri de Fortaleza remeteu o processo aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Fortaleza, para julgar os crimes remanescentes.
Em documento, o juiz Wyrllenson Flavio Barbosa Soares seguiu o pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE) para o arquivamento das investigações por crimes dolosos contra a vida (como feminicídio e indução ao suicídio).
O magistrado concluiu que "o conjunto probatório carreado aos autos demonstra a ausência de justa causa para a deflagração de persecução penal por crime doloso contra a vida".
O juiz manteve a aplicação de medidas cautelares contra João Munhoz Neto, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A advogada Lígia Peixe, que representa João Munhoz Neto, afirmou que "a decisão judicial confirma o arquivamento das acusações de feminicídio e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio. A defesa seguirá trabalhando para demonstrar, com base nas provas e nos elementos técnicos, a inocência de João Munhoz Neto".
Para o advogado Ravi Ramier, "a defesa capitaniada pela Dra. Lígia Peixe seguirá firme na demonstração da inocência de João Munhoz Neto, também quanto às imputações remanescentes".
G1CE

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