terça-feira, 16 de junho de 2026

Julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF por coação à Justiça começa nesta terça (16)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira (16) o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sob acusação de coação no curso do processo.

O caso foi aberto a partir de denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Acusação da PGR

Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro tentou pressionar autoridades brasileiras a partir dos Estados Unidos. A Procuradoria sustenta que o ex-parlamentar articulou sanções internacionais contra ministros do STF e outras autoridades ligadas às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.

Para Gonet, a atuação foi “contínua” e buscou “interferir no andamento dos processos”. A acusação afirma que o objetivo era criar um ambiente de intimidação para influenciar decisões judiciais relacionadas ao caso.

O que diz a defesa

A defesa de Eduardo Bolsonaro nega irregularidades. Os advogados argumentam que não houve crime e que as manifestações do ex-deputado estão protegidas pela liberdade de expressão e pela imunidade parlamentar à época dos fatos.

Como funciona o julgamento
O caso é analisado pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes, relator do processo. O julgamento ocorre no plenário virtual ou presencial, a depender da pauta.

Se condenado pelo crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal, Eduardo Bolsonaro pode pegar pena de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa.

Próximos passos

Após a apresentação do voto do relator, os demais ministros votam. A decisão pode ser tomada hoje ou o julgamento ser suspenso por pedido de vista.

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