A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele realizou uma viagem a Portugal em 2024 paga pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A informação consta em petição apresentada ao ministro André Mendonça e representa a primeira vez que o caso é formalizado nos autos.
Antunes está preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios em aposentadorias. Segundo a defesa, a relação entre ele e Lulinha era “esporádica”, sem negócios ou repasses de valores. A viagem teria ocorrido depois de um encontro intermediado pela empresária Roberta Luchsinger, que apresentou Antunes como “bem-sucedido” no setor farmacêutico. Lulinha afirma que não sabia, na ocasião, do envolvimento dele com o INSS.
A manifestação da defesa ocorre após a quebra do sigilo bancário do empresário e em meio a temores de novas medidas da Polícia Federal. O jornal Estadão havia antecipado o teor da confissão; agora, a versão ganha registro oficial no STF.
O episódio amplia o cerco sobre Antunes e adiciona pressão política à família presidencial, num momento em que investigações sobre fraudes no INSS ocupam o noticiário nacional. Até aqui, não há indicação de que Lulinha tenha participado de negócios ou recebido valores do empresário — a viagem é, segundo os advogados, um fato isolado, sem contrapartida comercial.
O caso segue sob análise no gabinete de Mendonça, e a defesa busca evitar que o episódio autorize novas diligências contra Lulinha.
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