O relatório entregue pela PF (Polícia Federal) ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin tem mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli.
Dois homens sentados, um deles em foco olhando para o lado direito, veste terno azul escuro, gravata azul e toga preta. O outro homem, à esquerda, está desfocado, careca e também usa terno azul com gravata.
Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel chegou a ser detido pela PF. Ele funcionava como uma espécie de gerente do caixa do cunhado.
Nas mensagens, Vorcaro e Zettel citam o nome do magistrado e combinam as transferências, que seriam pagamentos pela compra de um resort que tinha a Maridt como sócia. Há menções a pagamentos recentes, feitos em 2025, ano em que o negócio foi concluído.
Há também mensagens entre Toffoli e Vorcaro. Os dois, segundo uma pessoa que teve acesso ao relatório, não tratam de negócios nem de recursos. Apenas combinam de se encontrar.
Há ainda referências a festas e confraternizações para as quais outras autoridades, que não são do STF, são convidadas.
O conteúdo foi compartilhado por Fachin com outros ministros.
A PF sustenta que Toffoli é suspeito para seguir na relatoria do processo contra o banco. Fachin já notificou o ministro para que ele dê explicações sobre os fatos apontados no documento.
Como revelou a coluna, o próprio ministro admitiu que recebeu recursos da Maridt quando ela vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 para um fundo da teia do banqueiro Daniel Vorcaro.
Ele disse que isso ocorreu, naquela época, por ser sócio da empresa junto a outros familiares.
A explicação foi dada por ele a interlocutores do STF depois que a Polícia Federal informou à Corte que passou a apurar a transferência de recursos para o magistrado.

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