Nos primeiros quatro meses deste ano, a arrecadação do Governo do Ceará totalizou R$ 8,7 bilhões. São R$ 1,3 bilhão a mais do que os R$ 7,4 bilhões apurados em igual período de 2019, portanto, antes da pandemia. Uma alta nominal acumulada de 17,72% e de 7,71%, se considerada a correção da inflação do período. Deste montante, as transferências constitucionais foram as que mais cresceram (10,10%), enquanto que a arrecadação própria subiu 6,45%. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o principal tributo estadual, que representa 88,06% da receita própria, atingiu R$ 4,8 bilhões no primeiro quadrimestre.
No boletim de arrecadação, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) justifica que a comparação é feita com os resultados de 2019 porque o ano de 2020 foi considerado atípico em função da pandemia que teve forte impacto sobre as atividades econômicas.
No caso do ICMS, quando comparado com os primeiros quatro meses de 2019, houve um crescimento real de 8,25%, considerando que naquela ocasião o somatório do que foi arrecadado com o tributo chegou a R$ 4,1 bilhões. O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) também cresceu de R$ 643,8 milhões, no primeiro quadrimestre de 2019, para R$ 719,2 milhões, neste ano.
Porém, usando essa mesma base de comparação, houve queda em todas as demais fontes de receita própria. A maior delas foi sentida nos recursos que vão para o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF) que caiu 89% e fechou o período de janeiro a abril deste ano em R$ 2,2 milhões.

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