Arrolado como testemunha de Eduardo Cunha, Temer, que usou a prerrogativa de presidente da República e decidiu responder por escrito, disse não ter participado de reunião para tratar de indicação à Petrobras e alegou desconhecer qualquer articulação da bancada do PMDB para ameaçar barrar a votação da CPMF para pressionar as nomeações na Petrobras, em 2007.
Questionado por seu advogado de defesa, Cunha contradisse Temer “Essa reunião existiu, e quem me relatou ela foi o próprio Temer. Ele e o Henrique Alves foram chamados para uma reunião com o Walfrido Mares Guia (então ministro), por conta do descontentamento do PMDB com as nomeações da Petrobras”, disse. Segundo Cunha, o partido estava irritado pelo fato de as cotas do PT dentro da estatal já terem sido atendidas, e as nomeações do PMDB estavam demorando e, assim, ameaçou barrar a votação da CPMF na Câmara. “Eles chamaram o Michel para tentar acalmar a bancada, garantiram a nomeação. Temer acalmou a bancada, a nomeação saiu e nós votamos a CPMF”, afirmou. “A resposta do presidente Michel Temer nesta pergunta está equivocada. Ele participou sim desta reunião e foi ele que nos comunicou desta reunião”, concluiu.
Uol
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