terça-feira, 21 de junho de 2016

Dívida de estados suspensa; CE quer mais benefícios

Após uma nova rodada de negociações, estados e União selaram, enfim, um acordo para a renegociação da dívida. A maioria só voltará a pagar suas dívidas a partir de 2017. São Paulo, Minas Gerais e Rio Janeiro ainda terão novas rodadas de negociações para definir suas situações. O Ceará, por sua vez, não conseguiu tudo que gostaria, posto que suas duas maiores operações com o BNDES, que juntas somam R$ 940 milhões, não entraram na rolagem da dívida.

"Como não devemos mais nada referente à lei (federal) número 9.496, que é o grande foco das negociações, eu esperava que fôssemos melhores recompensados", diz o secretário da Fazenda do Estado, Mauro Benevides Filho, que participou ontem da reunião com o governo, em Brasília.

Segundo ele, o Ceará ainda tenta que as maiores operações que possui com o BNDES, uma referente à linha BNDES Estados (R$ 640 milhões) e a outra que diz respeito ao empréstimo para a reforma da Arena Castelão (R$ 300 milhões), sejam incluídas no pacote de renegociação da dívida. "Também queremos incluir na rolagem a nossa dívida da Cohab, de R$ 613 milhões. O governo ficou de analisar estas demandas, mas, até o momento, nenhuma foi autorizada", conta.

Apesar disso, conforme Mauro Filho, o Ceará será contemplado com a rolagem da dívida referente ao financiamento do BEC, o que vai corresponder a aproximadamente R$ 40 milhões por ano. O Estado também poderá renegociar R$ 1,2 bilhão dos R$ 2,2 bilhões de dívida que possui com o BNDES. "Teremos quatro anos de carência do principal, ou seja, neste período pagaremos apenas juros, e mais 10 anos alongados para pagar esta dívida", informa o secretário.

Para Mauro, na prática, o impacto positivo para o Ceará ainda é pouco significativo. "Se entrasse ao menos a dívida da Cohab, já ajudaria bastante", diz.

Diário do Nordeste

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