Depois de toda confusão em plenário e de ter feito uma reunião informal com a presença de pelo menos 80 deputados, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), decidiu que retomará na próxima terça-feira a sessão para leitura do parecer do deputado Fausto Pinato (PRB-SP) sobre o processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de quebra de decoro parlamentar.
O presidente do conselho avisou aos parlamentares que estavam na reunião informal que nada seria deliberado para não dar margem a futuros questionamentos pela defesa de Cunha. Por isso, agendou a leitura do relatório de Pinato para a próxima terça-feira. E avisou que concederá dois dias para vistas do documento e, na outra terça-feira, dia 1º de dezembro, pretende colocar em votação a admissibilidade ou não do processo.
Após várias tentativas de aliados de Cunha para não haver quórum, o Conselho de Ética abriu a sessão pela manhã, mas cerca de 20 minutos depois o presidente da Câmara abriu sessão plenária para votação da ordem do dia. De acordo com o regimento da Câmara, a abertura da sessão do plenário suspende o trabalho nas comissões temáticas, o que inclui o conselho.
O segundo secretário da Mesa Diretora, Felipe Bornier (PSD-RJ), que substituiu Cunha momentaneamente na presidência da Câmara, declarou que a sessão do conselho estava encerrada, o que gerou bate-boca. Deputados deixaram o plenário, aos gritos de “Vergonha! Vergonha! Vergonha!” e “Fora Cunha”.
Meia hora depois da reação exaltada de deputados em plenário que cobravam a revogação da decisão e acusavam Cunha de legislar em causa própria, o presidente da Câmara voltou à Mesa Diretora e suspendeu a decisão dada pelo secretário da Mesa Diretora.

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