Os principais partidos de oposição ao governo federal pretendem utilizar a prisão do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), como argumento para a necessidade de afastamento do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados.
O argumento é de que assim como o senador petista, detido sob a suspeita de tentar prejudicar as investigações contra ele no rastro da Lava-Jato, o peemedebista tem manobrado para atrapalhar o processo de cassação contra ele no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
Para líderes oposicionistas, as articulações de Cunha impedem a produção de provas que poderiam ser usadas contra ele na esfera criminal.
Ontem, representação assinada pelas bancadas do PSDB, DEM, PPS, Rede e PSOL foi entregue à Procuradoria-Geral da República para municiá-la de argumentos para pedir ao Supremo Tribunal Federal o afastamento de Cunha do cargo.
A comparação dos casos do petista com o peemedebista será usada como argumento na audiência com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deve remarcada até o final desta semana.
Cunha não quis comentar se teme ser preso no rastro da Lava-Jato. "Não vou fazer comentários sobre isso", disse o peemedebista ao ser questionado se está receoso com a possibilidade de também ser detido.
O peemedebista também não quis fazer comentários sobre a prisão do petista. Ele explicou que tem acompanhado o episódio desde a manhã, mas avaliou que, sem acesso aos autos do processo, não tem condições de opinar.
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