A situação é preocupante diante do cenário histórico de diminuição das reservas hídricas nos quatro últimos meses do ano, os chamados “b-r-o-bro”. Em média, desde 2011, as reservas diminuíram 6,6% entre setembro e dezembro.
“Estamos preocupados com o próximo ano. Os prognósticos não são bons. A previsão novamente é de recarga mínima. Enquanto a água superficial vai se exaurindo, nós estamos apelando para as reservas subterrâneas, embora sejam pobres e poucas”, disse Francisco Teixeira, secretário dos Recursos Hídricos. “A resistência à seca vai depender muito da nossa capacidade de conhecer ainda mais nosso subsolo e da celeridade na construção de poços”.
Poços profundos
Das 12 regiões hidrográficas do Estado, apenas cinco têm hoje mais água do que havia em janeiro, antes da estação chuvosa. Em todo o restante, o percentual acumulado no período de recarga se exauriu e os índices agora estão ainda mais baixos.
Caso a média de redução das reservas se mantenha, até dezembro, o volume de água armazenada no Ceará cairá para 10%.
Até lá, a expectativa do governo é perfurar mil poços profundos. Atualmente, esse sistema de reserva subterrânea abastece, de maneira complementar cerca de 40 cidades. São aproximadamente 750 poços perfurados.
O POVO Online
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