O que a operação Lava Jato apurou até agora não chega a 30% das irregularidades que ocorrem na Petrobras, segundo o delegado regional de combate ao crime organizado da Polícia Federal, Igor Romário de Paula, que coordena as investigações do caso. Em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta quarta-feira (5), ele informou que as apurações estão longe do fim e que a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) não foram citados por delatores.
Em 28 de julho, foi desencadeada a 16ª fase da operação. Denominada "Radioatividade", a investigação entrou num novo campo, o do setor elétrico. Entretanto, isso não fez com que se esgotassem as apurações dentro da estatal do petróleo, que parecem estar longe de cessarem.
"A abertura da investigação no setor elétrico foi o momento em que a gente conseguiu reunir um número maior de provas de forma consistente. Mas não esgotou a [investigação dentro da] Petrobras. Um colega fez um levantamento preliminar e eu diria que a gente investigou nem 30% do que ocorre na Petrobras", afirmou.
O delegado se disse surpreso com o tamanho que a investigação tomou desde sua primeira fase, deflagrada em 17 de março de 2014. "Não se faz ideia de até onde vai isso. Imaginamos que esse ano as coisas iam ficar mais cadenciadas, mas foi o contrário. No ano passado fizemos sete fases, e nesses sete primeiros meses [de 2015] já foram dez. Realmente não tem previsão nenhuma [para encerrar]. Enquanto pudermos ir avançando na investigação, vamos avançar", salientou.
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