Dois anos após a data-limite para a extinção dos lixões no País, o Ceará ainda mantém 284 espaços do tipo ao longo de seu território. Pelo que determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS, lei nº 12.305/10), todos eles deveriam ter sido substituídos por aterros sanitários desde agosto de 2013. De lá para cá, nada mudou no Estado. A quantidade de lixões permanece exatamente a mesma há, pelo menos, quatro anos. Nenhum foi desativado.
E “o número pode ser ainda maior”, arrisca Maria Dias, secretária-executiva da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema). Segundo ela, a construção de novos aterros sanitários esbarra na falta de recursos das prefeituras e, principalmente, na pouca preocupação dos gestores com a destinação do lixo.
Para auxiliar as administrações, o Governo do Estado aglutinou municípios cearenses em 22 consórcios que tentam viabilizar a construção de novos aterros sanitários. A lógica é simples: juntas, as prefeituras dividiriam os custos e os benefícios.
Hoje, apenas cinco desses grupos concluíram os projetos de execução. Outros oito estão em fase de elaboração de propostas, enquanto nove nem efetivaram os consórcios.
O POVO Online
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