O MPF (Ministério Público Federal) do Paraná denunciou nesta sexta-feira (24) os presidentes das construtoras Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, duas das maiores empreiteiras do país. No total, foram 22 denunciados, incluindo funcionários da Petrobras e operadores. Entre os crimes denunciados pelo MPF estão corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A denúncia será encaminhada à Justiça Federal do Paraná, que conduz os processos da operação Lava Jato na primeira instância e que terá um prazo de cinco dias para decidir se aceita a denúncia ou não. Se a denúncia for aceita, os executivos virarão réus.
"O Brasil não vai compactuar com a prática de crimes por mais poderosos que sejam seus autores. Ninguém está acima da lei", disse o procurador federal Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, durante entrevista coletiva em Curitiba.
Dallagnol afirmou que o MPF busca R$ 6,7 bilhões da Odebrecht e R$ 486 milhões da Andrade Gutierrez. Segundo ele, a Lava Jato já restituiu 870 milhões de reais aos cofres públicos.
Segundo o MPF, as irregularidades envolvendo a Braskem, uma das empresas do grupo Odebrecht, dizem respeito à negociação de fornecimento de nafta (um derivado de petróleo) pela Petrobras. De acordo com Dallagnol, uma única operação da Braskem resultou em um prejuízo de R$ 6 bilhões. Segundo o procurador, as condições de venda do produto pela estatal foram prejudiciais à companhia e só foram postas em prática por meio do pagamento de propinas a ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
"A Lava Jato é um suspiro de esperança. Se queremos que esse suspiro se tome história, precisamos das 10 medidas de corrupção que foram propostas pelo Ministério Público. As investigações e os trabalhos não param, eles continuam", disse Dellagnol.
Folha Uol
Nenhum comentário:
Postar um comentário