quinta-feira, 2 de abril de 2015

Assembleia espera ofício do MEC sobre saída de Cid

Quinze dias após a saída de Cid Gomes do Ministério da Educação (MEC), a Assembleia Legislativa (AL-CE) ainda aguarda oficialização do MEC sobre a exoneração do ex-governador para adotar providências sobre seu futuro na Casa. Servidor de carreira do Legislativo desde 1985, Cid precisa decidir se volta ao trabalho, pede licença ou se exonera do cargo. 

A folha de pagamento da AL mostra Cid como servidor ativo em janeiro e fevereiro deste ano, quando ainda era ministro. De acordo com a diretora-geral da AL, Sávia Magalhães, Cid foi efetivado como funcionário do Legislativo em 26 de fevereiro de 1985, período em que Ciro, irmão de Cid, era deputado estadual. Na folha de pagamento, consta que Cid está “à disposição de outro cargo”. Segundo a direção da AL, o ex-ministro, contratado como engenheiro, tem salário bruto de R$ 3.171,17.

Ao ocupar cargo público como deputado estadual (nas legislaturas de 1991 e de 1995), depois prefeito de Sobral (1996/2004) e governador do Estado (2006/2014), Cid teve de optar pela remuneração de uma das funções. Por lei, um funcionário público não pode acumular salários. Em 2005, após deixar a prefeitura de Sobral, Cid pediu licença para estudos por dois anos, o que é previsto no funcionalismo público. Após o prazo, em 2007, ele assumiu o Executivo estadual.

Nenhum comentário: