"Primeiro queremos que seja revista essa posição, (...) mas, caso a Petrobras não reveja e a gente não consiga encontrar alternativas, claro que vamos judicializar o processo. Vamos cobrar todo centavo de prejuízo que o Estado do Ceará teve", declarou. Santana destacou que as perdas ainda não foram calculadas. Segundo ele, esse cálculo é difícil, pois há "custos imensuráveis", como a instalação de cursos na Universidade Federal do Ceará (UFC) na área petroquímica e a construção de centros de capacitação de trabalhadores.
Números preliminares apontam que, somente com obras de infraestrutura, o governo do Ceará teria investido pelo menos R$ 657 milhões entre 2009 e 2014 para a instalação da refinaria, prevista para ser construída dentro da área do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
A área onde o empreendimento seria erguido já estava cercada e pronta para o início da obra, quando a Petrobras anunciou que encerraria os investimentos nas refinarias Premium I (Maranhão) e II (Ceará), no balanço do terceiro trimestre de 2014.
No relatório, a estatal disse que a decisão se deu por conta dos resultados econômicos, baixas taxas de previsão dos mercados internos e externo, além da ausência de parceiro econômico para a implantação. Segundo o balanço, o encerramento dos dois projetos causou prejuízo de R$ 2,7 bilhões à petroleira. O documento destacava ainda o interesse da Petrobras em "reestruturar" os compromissos assumidos com os governos estaduais, agências reguladoras e órgãos envolvidos. Até agora, contudo, não houve nenhum contato nesse sentido.
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