Dois nomes que construíram história na esquerda política do Ceará foram excluídos da atividade parlamentar por decisão dos eleitores. Um dos nomes é o senador Inácio Arruda, do PC do B, que, ao tentar voltar à Câmara Federal, ficou como terceiro suplente, somando apenas 55.403 votos. Outra votação frustrante foi do deputado federal Artur Bruno (PT), postulante a deputado estadual.
Bruno que, em 2010, foi eleito deputado federal com 133.152 votos, viu ruir o sonho de reassumir uma vaga no Legislativo Estadual ao receber apenas 26.458 votos. Bruno e Inácio trilharam caminhos parecidos na vida política. Ambos foram eleitos, em 1988, para o primeiro mandato de vereador em Fortaleza e, em 1995, chegaram à Assembleia Legislativa.
Em 2006, Inácio chegou ao Senado com 1.912.663 votos. Ganhou a eleição carregado pelo então candidato vitorioso ao Governo do Estado Cid Gomes e derrotou, à época, o adversário Moroni Torgan. Seis anos após a eleição de senador, Inácio começa a enfrentar o declínio político ao disputar a Prefeitura de Fortaleza e receber minguados 22.808 votos – apenas 1,8% dos votos válidos.
Em 2014, a frustração com a baixa votação. Os 55.403 votos o deixam apenas como terceiro suplente da Coligação PRB, PP, PDT, PT, PTB, PSL, PHS, PSD, PC do B, SD (Solidariedade) e PROS. O PC do B do Ceará terá como representante na Câmara Federal o deputado reeleito Chico Lopes (80.578) – menor votação entre os 22 novos parlamentares.
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