O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) instaurou nesta quinta-feira, 21, procedimento administrativo para apurar possível ato de improbidade administrativa do Comandante Geral da Polícia Militar do Ceará. Procedimento atende denúncia de que a transferência de toda a tropa do Policiamento Ostensivo Geral (POG) de Quixeramobim, 206,1 km de Fortaleza, para outras cidade, teria motivação política.
Instaurada pelos promotores de Justiça Igor Pereira Pinheiro e Gustavo Pereira Jansem, a investigação vai apurar as justificativas para a transferência. O MP cita ainda, em nota divulgada nesta quinta, que há “relatos de que diligências policiais estão sendo frustradas pelo total desconhecimento dos novos militares sobre o espaço geográfico do município”.
O juiz Fabrício Vasconcelos Mazza, da 2ª Vara de Quixeramobim, determinou que parte das transferências investigadas fossem suspensas. Para Igor Pinheiro, a transferência aparenta ser uma ilegalidade gritante, “pois não foi procedida de qualquer motivação por parte do Comando Geral da Polícia Militar, que é requisito obrigatório”.
Procurado, o tenente-coronel Fernando Albano, relações públicas da Polícia Militar, disse que a PM só vai comentar o caso após ser comunicada formalmente. Ainda segundo o MP, o Comandante Geral, de nome não revelado, foi notificado a prestar depoimento na próxima terça-feira, 26, na sede da Promotoria de Quixeramobim.
O POVO Online
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