As declarações do governador Cid Gomes (PROS) de que poderia deixar o cargo antes do dia 5 de abril - para que o irmão Ciro Gomes (PROS) tenha condições de se candidatar ao Senado Federal - abriu a possibilidade de um entendimento entre os partidos aliados ao governo Dilma Rousseff no Ceará. Esse entendimento entre o PROS e o PMDB, que faz questão de indicar o senador Eunício Oliveira (PMDB) ao governo do Estado, pode ser atrapalhado pelo PT - que não abre mão de lançar o ex-líder José Guimarães (PT) como candidato a senador.
Com apenas duas vagas cobiçadas na chapa majoritária - uma para o Senado e outra para o governo - e três partidos na disputa, as conversas devem se estender por algumas semanas. Quando questionado pelo Broadcast Político sobre qual partido abriria mão das pretensões eleitorais, o presidente do PT no Ceará, Francisco de Assis Diniz, foi direto: "Não será o PT".
Nesta sexta-feira, em Fortaleza, Cid e Eunício voltam a se encontrar depois de meses sem diálogo consistente. Após o período de distanciamento, interrompido na semana passada quando a presidente Dilma Rousseff (PT) foi ao Ceará, membros do PMDB local veem boas chances de que as negociações terminem em acordo nas eleições de outubro. "Sou um conciliador. Nós temos uma aliança no Ceará, vou conversar com o governador como um aliado", diz o senador Eunício Oliveira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário