Sigo a dobra da esquina e sou contemplado com cenas fabulosas.
Vejo famílias do mundo inteiro vivendo um programa cotidiano: indo às compras.
As famílias povoam mercados, lojas, livrarias, praças de alimentação.
Adquirem produtos necessários para o interior e para o exterior dos corpos. Os espíritos também recebem nutrição adequada.
Essas famílias conduzem sempre uma bolsa ecológica.
Nela transportam os bens materiais pagos com a remuneração que recompensa o trabalho empregado. O prêmio é obra das mãos, dos braços, das pernas, das mentes que, livres, vendem por preço justo a força do seu trabalho.
É digno de nota o alcance da remuneração. Pela abrangência, até o lazer tornou-se gênero básico.
As famílias demoram em residências bem edificadas e assistidas por ininterruptos serviços públicos.
Admiro uma gestante cheia de graça e vida. Algo me diz que ela vem de uma vila e que não tem apenas esperança. Tem a confiança refletida no vivo brilho do olhar. Um dos motivos é que ela conta com a presteza de médicos públicos que zelam por sua saúde e desde já dispensam os melhores atendimentos ao futuro cidadão.
Trilho mais alguns passos e ouço a música do motor que, com seu amoroso vigor, injeta valioso líquido na veia da adutora anciã, revitalizando-a.
Acompanho com o olhar úmido de emoção águas de fevereiro brincando de rolar pelos vãos da ponte sobre a barragem do reservatório.
Como sempre, você está com a razão. Tudo isso não passa de devaneios.
Creio em sua capacidade. Acredite você também nela.
Transforme esses meus devaneios em desejo ardente de que todos possamos usufruir de uma feliz vida nova.
Francisco Rodrigues
Servidor Público
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