A maioria da população brasileira apoia mudanças na legislação sobre
políticas, eleições e candidatos. De acordo com a pesquisa DataSenado,
84,1% dos entrevistados acreditam que uma reforma política traria
benefícios para o País.
Sobre o fim do voto obrigatório, 68,8% concordam que o eleitor deve
ter a liberdade para escolher se vota ou não, embora 78,9% declararem
que votariam na próxima eleição, mesmo se o voto fosse facultativo.
Já em relação ao tempo de mandato e o direito à reeleição para
presidente, governador e prefeito, 42,6% acreditam no modelo atual e
descartaram a ideia do mandato tampão, mudança proposta pelo grupo de
parlamentares responsável pela elaboração da mini-reforma política, que
quer o fim da reeleição e a unificação de mandatos a partir de 2018.
Os resultados da pesquisa apontam também, que 51% concordam com a
regra que permite aos partidos se juntar para disputar a eleição, já 47%
discordam das coligações partidárias.
A separação entre as eleições municipais e as estaduais e federais
dividem opiniões. Pois o modelo atual, com eleições separadas a cada
dois anos, é preferência de 49,8%, enquanto 48,3% optaram pela
unificação.
De acordo com o DataSenado, 77,9% preferem votar em um candidato a
ter que votar em uma lista de nomes indicados pelo partido. Além disso,
48,6% disseram que as campanhas eleitorais devem receber apenas dinheiro
privado.
A pesquisa feita pelo DataSenado, entre 29 de julho e 22 de agosto,
colheu os dados através de entrevistas telefônicas, com uma amostragem
aleatória de 1.229 pessoas, maiores de 16 anos, distribuídas em todos os
estados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para
menos.

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