A ideia é oferecer para os médicos estrangeiros uma boa receptividade. "A nossa expectativa é a melhor possível e, com certeza, os médicos serão bem recebidos", disse a secretária de Saúde de Acopiara, Rane Félix. "Teremos dois ou três dias de acolhimento, de sensibilização". A Prefeitura vai aproveitar as comemorações de aniversário do município e incluir a chegada de três médicos cubanos à programação festiva.
Desde a semana passada que Acopiara começou a se preparar para receber os três médicos cubanos que vão atuar em Unidades Básicas de Saúde do Programa Saúde da Família (PSF) das localidades de Trussu, Ebron e Calabaço, distantes em média 40km da sede urbana.
"São médicos que falam bem o português e têm experiência em atenção primária", observou a secretária Rane Félix. "Eles vão trabalhar em áreas distantes, isoladas, pobres, que por essas circunstâncias não atraem profissionais brasileiros". A aposentada Francineide Teixeira, da localidade de Calabaço, disse que o médico será bem-vindo, pois a comunidade está sem assistência há vários meses.
A partir da próxima semana, 34 médicos, sendo 28 cubanos, três espanhóis, dois portugueses e um brasileiro com diploma no exterior começam a trabalhar no Interior do Estado. Os municípios cearenses que receberão os profissionais são Maracanaú (1), Reriutaba (2), Cruz (2), Ipu (2), Itapajé (2), Marco (2), Morada Nova (2), Quiterianópolis (2), Santana do Acaraú (2), Acopiara (3), Amontada (3), Catarina (3), Granja (3), Acaraú (3), Horizonte (1) e Itapipoca (1). Todas essas cidades possuem baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Nas duas últimas semanas, representantes do Ministério da Saúde, no Ceará, Maria Tereza Malrena, e o consultor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS),para o programa Mais Médicos, o cubano Manoel Hernandes Barroso, visitaram as cidades atendidas nessa primeira etapa para conhecer e avaliar os futuros locais de trabalho e esclarecer dúvidas entre os gestores.
Segundo a secretária da Saúde Rane Félix, Acopiara vai disponibilizar estrutura para os médicos obedecendo aos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde. "Os médicos vão trabalhar oito horas diárias e têm contrato por três anos, podendo ser renovado por igual período".
A coordenadora de Atenção Básica, Patrícia Guedes, disse que Prefeitura está empenhada para que os médicos cubanos possam desenvolver um bom trabalho nas comunidades. "No futuro, eles podem até residir nas localidades onde vão trabalhar, mas de início vão ficar em hotel, por conta do município conforme prevê o programa".
Em Quiterianópolis, na região dos Inhamuns, as duas médicas cubanas devem chegar na próxima sexta-feira, segundo previsão da Secretaria de Saúde do município. Uma irá trabalhar na zona rural e outra na sede. "Ainda não temos data definida para o início do atendimento à população", disse a subsecretária de Saúde, Rita Cavalcante. "A população tem expectativa positiva e os médicos serão bem acolhidos", frisou.
DN Online
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