| Agência do BNB recebe demanda elevada de produtores que querem renegociar dívidas agrícolas. Foto: HB |
As representações dos trabalhadores rurais avaliam como positiva as medidas adotadas pelo governo em socorro aos produtores rurais que enfrentam dois anos seguidos de seca, perda da lavoura de grãos e morte do rebanho bovino. Sem renda no campo, a inadimplência cresceu. A renegociação vai permitir aos agricultores saldarem suas dívidas.
A agência do Banco do Nordeste, na cidade de Iguatu, na região Centro-Sul, atende diariamente uma média de 50 produtores rurais que pretende aderir ao programa de renegociação das dívidas. Em vigor, há duas leis e duas resoluções que atendem os agricultores castigados pela seca. “É uma boa oportunidade que precisa ser aproveitada pelos produtores”, disse o gerente da unidade, Francisco Heriberto Chaves Batista.
A renegociação atende financiamentos para custeio e investimentos por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), modalidade rural. Para os contratos até 30 de dezembro de 2006, no valor de R$ 35 mil há rebate de 85% no saldo devedor.
A mesa de atendimento na agência do BNB permanece cercada de dezenas de produtores. A demanda é diária. A maioria dos agricultores aprovou as condições de renegociação. Entretanto, uma pequena minoria reivindica a dispensa total dos débitos. “Bônus de 85% é praticamente uma anistia, pois uma dívida de seis mil reais é quitada com novecentos reais”, observa o produtor e ex-secretário de Agricultura de Jucás, José Teixeira Neto.
O produtor Raimundo Matias Silvestre fez, ontem, o pagamento do saldo devedor de um financiamento de R$ 2.500,00 para compra de gado. “Liquidei tudo agora por trezentos reais”, comemorou. “Já apresentei um projeto para novo financiamento no valor de dezoito mil reais”. Silvestre pretende construir um pequeno reservatório e instalar cerca em sua propriedade no sítio Cajazeiras, no município de Tarrafas.
DN Centro Sul
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