sábado, 13 de julho de 2013

Cid admite agenda particular em viagem

Após o governador Cid Gomes (PSB) admitir ontem, em seu microblog Twitter, que incluiu compromissos pessoais em viagem oficial à Europa, o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) afirmou que entrará com representação no Ministério Público Estadual. Na opinião de Heitor Férrer, o governador confessou improbidade. Na segunda-feira, o deputado se reunirá com sua assessoria para tomar a providência.

Ontem pela manhã, Cid bateu papo com internautas pelo twitter. Ao ser questionado pelo repórter Carlos Mazza, do O POVO, sobre a agenda durante os 11 dias na Itália, respondeu: “Parte da minha agenda foi de eventos oficiais e que estão publicados no Diário Oficial. Outra parte foi particular, sem pagamento”. Em seguida, afirmou: “Eu sou de carne e osso e fisicamente preciso, vez por outra, de um descanso...”.

A também jornalista do O POVO, Hébely Rebouças, perguntou ao governador se ele não deveria ter comunicado à Assembleia Legislativa (AL) e à população que tiraria período de descanso. Cid limitou-se a dizer que quem assumiu o Governo no período foi o presidente da AL, deputado estadual Zezinho Albuquerque.

Os jornalistas questionaram ainda se o momento era propício para a ausência, considerando que a própria presidente Dilma Rousseff (PT) cancelou viagem ao Japão por causa dos protestos. “Faça o seu juízo...”, disse Cid Gomes. O período de 12 dias ausente do Estado foi alvo de polêmica na Assembleia por causa da falta de esclarecimentos dos compromissos realizados. Heitor Férrer chegou a apresentar requerimento solicitando que o governador apresentasse relatório detalhado sobre a viagem oficial.

Ontem, Heitor reforçou o que considera grave: “A viagem foi mais a passeio do que para agenda do Estado. O principal virou acessório, porque o compromisso oficial foi de um, dois dias e o restou virou lazer”. Para ele, os gestores têm que entender que não vivemos em monarquia. “O que é público tem que ser transparente e tem que ser dada a participação. Teria sido simples comunicar o descanso à Assembleia e ter viajado à sua expensa. Há enriquecimento ilícito, porque gozou do passeio não às suas expensas, mas à expensa do Poder Público”.

O POVO

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