O desembargador João Byron de Figueirêdo Frota, do
Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), negou liberdade ao advogado
Guilherme de Araripe Nogueira, acusado de fazer parte de grupo que
enganava clientes na zona rural de Trairi, a 125 km de Fortaleza.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Ceará (MP/CE), o
grupo teria se apropriado, indevidamente, de R$ 631.321,31. O dinheiro
era proveniente de indenizações ganhas pelos clientes, a maioria pessoas
pobres e de baixa escolaridade.
Na último dia 27, o juiz Fernando Teles de Paula Lima, que responde
pela Comarca de Trairi, decretou a prisão preventiva de Guilherme e de
José Eloísio Maramaldo Filho, Caroline Gondim Lima e Manoel Carneiro
Filho, também envolvidos no caso.
Requerendo a revogação da prisão, Guilherme de Araripe interpôs
habeas corpus, com pedido liminar, no TJCE. Alegou que é réu primário,
tem bons antecedentes, residência fixa e excelente convívio social.
Disse ainda que nunca respondeu processo ético-profissional.
A liminar foi indeferida pelo desembargador Byron Frota, na última
quinta-feira (29). O magistrado negou também habeas corpus aos outros
advogados.
Dos réus, apenas Caroline Gondim não foi encontrada no momento do
cumprimento do mandado de prisão preventiva, podendo ser considerada
foragida da Justiça.
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