Ex-chefe de gabinete foi demitida por Dilma, após o escândalo
São Paulo - A Polícia Federal revelou, hoje, que parte
das investigações que levou à descoberta de uma quadrilha que fazia
tráfico de influência no Governo Federal foi originada apenas por meio
da leitura de e-mails.
Rosemary de Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da
República em São Paulo, é suspeita de usar seu cargo para conseguir
benefícios para empresas que dependem de autorização do Governo para
tocar suas atividades. Ao suspeitar de Rosemary, a PF pediu autorização
judicial para acessar o e-mail a ex-chefe de gabinete.
A partir da conta rosemary@planalto.gov.br, a PF encontrou
mensagens em que a funcionária pública cobrava dinheiros de
empresários. Numa das mensagens, Rosemary pede 20 mil reais para pagar
reformas em seu apartamento.
Ao usar o e-mail pessoal do trabalho, Rosemary se expôs demais
e tornou-se alvo fácil de investigação. Há um mês, nos Estados Unidos, o
FBI conseguiu expor o então diretor da CIA general David Petraus apenas
acessando sua conta de Gmail.
No endereço eletrônico de Petraus havia mensagens que
demonstravam que o general traía sua esposa. Pelas leis militares
americanas, o adultério é um crime e Petraus acabou forçado a pedir
demissão de seu cargo.
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