O Tribunal de Justiça do Estado negou o pedido de habeas
corpus em favor dos advogados José Eloisio Maramaldo Gouveia Filho e
Caroline Gondim Lima. Eles são dois dos alvos da “Operação Trairi Limpo
IV”, desencadeada pelo Ministério Público do Estado do Ceará e pela
Polícia Civil na última quarta-feira (28). Na ocasião, José Eloisio
Maramaldo Gouveia Filho foi preso em Fortaleza e a advogada continua
foragida.
A decisão é do desembargador João Byron de Figueiredo Frota. De
acordo com o relatório dele, a prisão dos advogados é correta e
necessária, uma vez que há nos autos provas incontestáveis sobre a ação
criminosa, incluindo depoimentos das vítimas. Os dois advogados são
acusados de integrar uma quadrilha jurídica juntamente com os advogados
Guilherme de Araripe Nogueira e Manoel Carneiro Filho.
Segundo as investigações, entre os anos de 2009 e 2012, o grupo
cometeu 21 crimes de apropriação indébita, o que resultou na retenção
indevida de R$ 631.321,31. Foi constatado que os réus se apropriavam dos
valores pertencentes às partes em até 90% das indenizações concedidas
pelo Poder Judiciário. Além disso, comprovou-se que os acusados
orientavam as partes a não revelar o recebimento das indenizações, como
forma de ocultar os crimes.
MP-CE
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