Desde setembro passado, quando o milho chega ao armazém da Conab, nesta cidade, centenas de produtores rurais aguardam durante a noite e a manhã seguinte para tentar obter sacas do grão para alimentar o rebanho. Às vezes, o tempo de espera ultrapassa duas noites e dois dias, de acordo com reclamação dos criadores. Os aborrecimentos são constantes.
Na sexta-feira passada, em reunião com técnicos da Ematerce, da Adagri, diretores do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Iguatu e criadores, o diretor técnico da Ematerce, Walmir Severo, ouviu diversas queixas sobre a demora para a entrega do milho aos criadores da região. O encontro era para tratar sobre a mobilização para a campanha de vacinação contra a febre aftosa.
Várias queixas foram apresentadas e Severo esclareceu que caberia ao STR formalizar denúncia por escrito à Ematerce e à Conab. "O sindicato é o órgão fiscalizador e defensor dos agricultores", disse. "Somos governo e entidade parceira da Conab, mas não podemos aceitar que o atendimento aos produtores rurais não seja bom", afirmou. Segundo ele, a Ematerce cedeu servidores à Conab para ajudar no serviço de venda de milho aos criadores. "Parceria significa diálogo e busca de solução comum", disse. "Vamos solicitar planejamento e melhor atendimento, pois é preciso definir com antecedência quem vai receber o milho e em que quantidade, pois sabemos que o estoque é insuficiente para a demanda".
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