Como Conselheiro Tutelar, fui psicólogo, quando uma Criança
ou Adolescente desrespeitavam seus genitores, diante da incompreensão deles de
entender que a maioria das Crianças ou Adolescentes só querem chamar a atenção
dos mesmos.
Como Conselheiro Tutelar, fui assistente social, quando
tinha de confortar a mãe ou o pai de alguma Criança ou Adolescente quando por
suas rebeldias se afastavam de seus genitores, levando- os a pensar que tudo
estava perdido.
Como Conselheiro Tutelar, fui juiz da vara infância, quando
por várias tive que informar aos pais de Crianças e Adolescentes acerca do seu
papel perante as Leis sobre as possibilidades de serem responsabilizados
criminalmente pela conduta dos seus filhos.
Como Conselheiro Tutelar, arrisquei minha vida ao
deslocar-me altas horas da noite para atender as ocorrências noturnas na
certeza que a minha presença garantiria aos Adolescentes apreendidos que teriam
seus direitos assegurados.
Como Conselheiro Tutelar, fui juiz de pequenas causas,
quando, em minha folga, algumas pessoas me procuravam para resolver seus
problemas relacionados a Crianças e Adolescentes.
Como Conselheiro Tutelar, fui advogado, quando as pessoas
me procuravam para tirarem dúvidas acerca de como poderiam agir em determinadas
situações que dependiam de ações criminais.
Como Conselheiro Tutelar, fui o cara que mudou todos os
hábitos para sempre, andando em estado de alerta 25 horas por dia, sempre com
um olho no peixe e o outro no gato, confiando desconfiado, tendo em vista os
inúmeros de casos os quais agressores e violadores de Crianças e Adolescentes
foram processados e até presos em virtude do meu trabalho.
Como Conselheiro Tutelar, fui xingado, agredido com
palavras, discriminado por pessoas que não conseguem entender o meu trabalho,
quase fui espancado, incompreendido por uma parte da sociedade que não tentam
se quer entender as Leis.
Na hora do bônus,
esquecido tido e visto como adversário; na hora do ônus, convocado para
fortalecer as parcerias nas políticas públicas, pois os mesmos que dizem que eu
não faço nada, se encontravam precisando da minha participação e colaboração.
Como Conselheiro Tutelar, tive de tomar, em frações de
segundo, decisões que os juízes da vara da infância, no conforto de seus gabinetes,
tiveram meses para analisar e julgar.
Como Conselheiro Tutelar, ainda me deparo com atitudes as
quais me surpreendem, quando uma mãe por motivo de raiva do ex-marido é
capaz de dá cinco filhos só para se vingar de seu ex-marido.
Não desejo a ninguém
passar pelo que passei, nesses quase 04 anos que estou fazendo parte
do Conselho Tutelar,
mas fui voluntário nessa árdua missão ninguém me laçou, a sociedade acreditou
em me, aquela mesmo sociedade que não se interessa tanto pelas Leis, más
na hora de escolher e votar na eleição para Conselheiro
Tutelar, como é uma eleição a qual não corre dinheiro, ainda sabem
votar, por votam em pessoas honestas as quais desenvolvem trabalhos
comunitários na sociedade.
Como Conselheiro Tutelar, passei a observar com outra ótica
as políticas públicas, quando se trabalha em uma instituição como o Conselho Tutelar, tudo fica claro e você percebe que
no sistema de garantia de direito, (S.G.D) quase tudo funciona a passos lentos
e quando se está dentro e você tem o papel de garantir direitos, para
algumas pessoas a sua opinião não importa, ou que, simplesmente não existem, e
você por várias vezes pergunta a DEUS o porquê de você está ali? E vendo a
importância do seu trabalho e suas ações é que você percebe e entende o porquê
de Deus ter permitido a você tão grande papel perante a sociedade.
Ter mim tornado um Conselheiro Tutelar para me foi à coisa mais
maravilhosa que já aconteceu na vida, Deus não dá a chance a todo mundo de vê,
perceber, de presenciar o quanto a vida é boa e que o seu trabalho pode mudar
toda uma vida, e melhor mudança aconteceu dentro de me, hoje posso dizer que me
tornei um ser humano melhor nas minhas ações, passei a amar mais, a compreender
mais, a entender mais, hoje me considero um verdadeiro pai.
Conselho Tutelar de
Acopiara
José Pereira
Aldezon - conselheiro

3 comentários:
Parabéns...Repito as mesmas palavras que escreves. Sucesso
Parabéns...belo pensamento, repito as mesmas palvras.
Estou muito orgulhosa de você.Esse sentimento só nasce em pesssoas que faz do seu trabalho um ato de amor.Espero oportunidade de te encontrar ainda em algum lugar e que possamos ter conversas tão maravilhosas e aprendizados, que sempre partilhamos na política da criança e do adolescente, mesmo sendo hoje uma persona não grata, nessa política, mas fazer o que? Deus sempre responde as verdades humanas.
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