sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Terras - CE tem 210 km para transnordestina


As desapropriações das terras para a construção da ferrovia Transnordestina avançam no Estado. Já foram liberados 210 quilômetros contínuos para a colocação dos trilhos em terras cearenses, mais de um terço dos aproximadamente 526 quilômetros do trecho da ferrovia no Ceará. 

A Justiça já concedeu a emissão de posse, última etapa do processo de desapropriação, em outros 240 quilômetros do total a ser desapropriado. A empresa Transnordestina Logística S.A (TLSA) é a responsável pela construção da ferrovia, que corta parte do Nordeste em mais de 1.700 quilômetros.

Os trabalhos de negociação e desapropriação são realizados pela Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), em parceria com a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) e a Procuradoria Geral do Estado.

Para apressar ainda mais as desapropriações, a Seinfra está reforçando as equipes que prestam apoio junto aos indenizados com a alocação de mais engenheiros, advogados, sociólogos e assistentes sociais nas comarcas de Juazeiro do Norte, Quixadá e Limoeiro do Norte.

No território cearense, os serviços foram divididos em três trechos: Missão Velha-Acopiara (183 km), Piquet Carneiro-Quixadá (179,2 km) e Itapiúna-Porto do Pecém (164,3 km), totalizando 526,5 km de ferrovia. O segmento Missão Velha/Lavras da Mangabeira, teve 20 quilômetros de desmatamento executado. Em outros três trechos o Estado já liberou as terras para a Transnordestina Logística dar início às obras da ferrovia.

Recursos financeiros

Para as desapropriações, no Ceará, foi celebrado convênio entre Estado e União no valor de R$ 14,8 milhões, dos quais R$ 13,3 milhões a serem liberados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e R$ 1.483.338,68 de contrapartida do Estado. 

A implantação da Ferrovia Transnordestina prevê um investimento de R$ 6,5 bilhões. A construção da ferrovia permitirá a integração da estrutura produtiva do Nordeste com as demais regiões brasileiras a partir da união de três pontos do sistema ferroviário do Nordeste - Missão Velha (CE), Salgueiro (PE) e Petrolina (PE).

O Estado

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