Foi o que afirmou ao O POVO o presidente da Câmara e, segundo ele, ainda prefeito interino da cidade, vereador José de Amélia (PSL).
“O prefeito que se encontra no cargo não está de Direito, está de fato. Como eu fui empossado, o prefeito sou eu! A Câmara não foi notificada da decisão. Pra evitar tumulto, briga, confusão... a gente não ficou no Gabinete”, afirmou José de Amélia, ao adiantar que, tão logo o Legislativo seja notificado, ele retornará ao cargo de presidente da Câmara e recorrerá da decisão.
Quanto às acusações feitas por Santana, publicadas pelo O POVO na edição de ontem, de que o vereador teria desviado R$ 1,2 milhão da Câmara do Município, José de Amélia disse se tratar de uma “retaliação”, um “desespero” do prefeito.
“Eu chamei hoje (ontem) para um debate público, mas ele não foi. Se ele tem denúncias contra mim, ele vá à minha presença e prove. Porque tudo que eu disser contra ele, eu tenho a prova”, desafiou.
O vereador afirmou que Santana protocolou as denúncias no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que já realizou uma auditoria na Câmara, mas ainda não concluiu o parecer.
Nova comissão
José de Amélia afirmou que o presidente em exercício da Câmara, Gledson Bezerra (PTB), convocou sessão extraordinária para hoje, quando será feita a leitura do parecer preliminar da comissão processante que investiga denúncias de irregularidade em licitações feitas por seu tesoureiro de campanha, André Bandeira, que atuou no setor de contabilidade da Prefeitura.
No fim da tarde de ontem, O POVO tentou ouvir o prefeito Manoel Santana. Nem em seu gabinete, nem no celular de seus assessores, as ligações não foram atendidas. O vereador Gledson Bezerra também não atendeu às chamadas.
O POVO
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