sábado, 30 de outubro de 2010

Para Serra, governo do PT sofre de fadiga

Ao final do último debate presidencial destas eleições, promovido pela TV Globo, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, defendeu a alternância de poder como forma de valorizar a democracia. Para o tucano, a administração do PT à frente do país sofreu desgastes nestes oito anos e precisa ser substituída. “A possibilidade de alternância do poder é uma beleza da democracia”, afirmou. “Temos uma equipe de governo que esteve lá oito anos, já sofreu seus desgastes, desenvolveu vícios e fadiga. Com um time novo, a gente pode levar o Brasil muito adiante nos próximos anos.”

De forma voluntária, Serra sugeriu aos jornalistas que assistam ao debate travado em 2002 entre ele e Lula, na TV Globo. Ele reviu o programa nesta sexta-feira. “Me achei parecido com o Serra de oito anos atrás. Foi um debate muito cortês naquela época, respeitoso, mas também teve muita crítica e contra-crítica, de nível”, disse.

A citação do candidato tinha um propósito: “Seria interessante vocês virem o debate para ver o que Lula propunha fazer. Ele disse naquele debate que ele considerava essas bolsas algo próximo a esmola. Ele criticava o governo Fernando Henrique por fazer bolsas, dizia que o que importava era emprego, não esmola.”

Serra negou-se a fazer um balanço das eleições. Oficialmente, a campanha terminou hoje. “Não acabou ainda. Amanhã ainda tem campanha”, insistiu o candidato.

Empatou – Na saída do debate, o coordenador da campanha tucana, Sérgio Guerra, e o vice de Serra, Indio da Costa (DEM), espalhavam entre os jornalistas uma “boa notícia”. Eles apontavam erro nas últimas pesquisas de intenção de voto divulgadas pela imprensa e juravam que levantamentos internos apontam empate técnico entre Dilma Rousseff e José Serra.

Indio e Guerra avaliaram como positivo o desempenho de Serra no debate da TV Globo. “Ficou nítido que Serra é muito mais preparado do que Dilma”, disse o candidato a vice. “Os candidatos puderam expor suas ideias”, afirmou o coordenador de campanha.

(Carolina Freitas e Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

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