Candidato a vice na chapa da petista Dilma Rousseff, Michel Temer (PMDB) admitiu a hipótese de segundo turno após votar hoje de manhã, em São Paulo. No caso de Dilma não conseguir se eleger hoje, Temer diz que será necessário uma "avaliação" para "ver o que aconteceu".
"A hipótese primeira que eu considero é que nós ganhemos no primeiro turno. Se não der no primeiro turno, aí nós vamos considerar o que é que houve, vamos fazer uma avaliação depois para ver o que aconteceu para não dar o primeiro turno", afirmou o presidente da Câmara dos Deputados.
Temer, que nega que uma prorrogação da corrida presidencial até o dia 31 de outubro seja um anticlímax, minimizou o impacto eleitoral da polêmica sobre a posição de Dilma a respeito da legalização do aborto, que a levou a fazer uma reunião com líderes religiosos para negar especulações nesse sentido.
"É um equívoco essa questão do aborto porque a Dilma tem dito com muita frequência que é contra o aborto", afirmou Michel Temer, que votou acompanhado de amigos e correligionários na PUC de São Paulo, em Perdizes. "Essa questão do aborto, se está pegando, pega indevidamente. Mas eu não creio que isso altere muito o quadro eleitoral."
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