Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) travaram o duelo mais duro da campanha na noite deste domingo em debate na Band.
Marcado pela troca de acusações de ambas as partes, o debate virou embate não apenas porque foi o primeiro confronto que teve apenas os dois desde que o período eleitoral começou, mas também porque Dilma deixou a postura defensiva em que foi colocada nos últimos dias por causa da polêmica envolvendo o aborto e adotou uma postura combativa, atacando durante todo o tempo o adversário, que não deixou por menos e foi ao contra-ataque.
No quarto bloco, Serra chegou a comentar a ofensiva de Dilma.
"Tenho que confessar que eu tô surpreso com essa agressividade, esse treinamento da Dilma Rousseff, que esta se mostrando como é de verdade", avaliou o tucano.
Entre os temas que foram motivos de acusações estiveram questões polêmicas da campanha, como aborto, privatizações e escândalos na Casa Civil.
Logo na primeira oportunidade que teve de perguntar, Dilma atacou Serra e acusou sua campanha de procurar atingi-la com "calúnias, mentiras e difamações".
"Essas calúnias têm sido muito claras em alguns momentos. Seu vice, Indio da Costa [DEM] a única coisa que faz sistematicamente é criar e organizar grupos, aproveitando da boa fé das pessoas, pra me atingir até com questões religiosas. Queria saber se o senhor considera essa forma de fazer campanha que usa o submundo é correta", questionou.
Na resposta, Serra afirmou se solidarizar com "quem é vitima de ataques pessoais" e se disse ele próprio vítima de ataques. O presidenciável tucano contra-atacou a petista e insinuou que ela tem a ver com esses ataques.
"Blogs com seu nome. Se não fosse [algo feito por sua campanha] poderia tirar na Justiça. Fazem ataque a família, amigos. Uma campanha orquestrada a respeito de ideais que não tenho. Nós somos responsáveis por aquilo que pensamos e aquilo que falamos. A população cobra programa de governo, mas cobra conhecimento. [...] Vocês confundem matéria de jornal com coisas orquestradas."
Serra foi o primeiro a mencionar a palavra aborto.
"Aborto você disse com clareza com debate na Folha, e isso esta filmado, que era a favor da liberação do aborto. Isso não é estratégia de adversário. São coisas que vão acontecendo. Se trata de ser coerente, não ter duas caras".
Na réplica, Dilma voltou a atacar e disse que Serra deveria "ter cuidado pra não ter mil caras" e disse que Serra regulamentou o aborto quando foi ministro da Saúde.
"Acho estranho você dizer certas coisas. Você regulamentou o acesso ao aborto no SUS".
Serra alegou que a legislação sobre o aborto foi criada em 1940 e disse que não regulamentou o procedimento, e sim criou uma norma técnica a respeito.
"A lei existente no Brasil é de 1940. Eu nasci em 1942. Nem espiritualmente poderia ter sido o autor da lei. A lei permite o aborto em dois casos: risco de vida pra mãe e estupro. Essa lei vinha sendo praticada no Brasil. [...] O que eu fiz como ministro [...] foi que isso precisava ter uma norma técnica que balizasse os abortos, para que fosse feito sem risco para a mãe. Nunca defendi a liberação do aborto. Você defendeu. Não estou fazendo juízo de valor a seu respeito. Passa a dizer o contrário, a se vitimizar."
Dilma se defendeu.
"Sou contra tratar como questão de polícia a questão das das mulheres que morrem dia sim, dia não pelo aborto".
CRENÇA
Ainda no plano religioso que tem pautado o segundo turno, Serra colocou em dúvida a crença de Dilma em Deus.
"Com relação a Deus a mesma coisa. Tem entrevistas em que você diz que não sabe se acredita, se não acredita".

2 comentários:
Nada se pode esperar nada da Dilma, a não ser a agressividade propria da ex guerrilheira. A ex-chefe da casa civil nomeou seu braço direito, como sua substituta, permitindo assim que a corrupção fosse praticada e escancarada, foi era acobertada quando a Dilma esteve no comando. É lamentavel que uma condenada pela Justição por subversão a ordem, planejadora das ações criminosas da VPR, VAL PALMARES E COLINA, sem familia legalmente constituida queira se confundir com a Liga das Senhoras de Bem.
Dilma não tem postura para ser presidente, sua escola é da subversão a ordem como a Colina, VAR Palmares e VPR, com sequestros, roubos, assassinatos e execuções sumárias. Nunca lutou contra a ditadura mas tentou sem sucesso implantar a ditadura do proletariado ou seja o comunismo. O ex guerrilheiro Darcy Rodrigues, codinome Leo, a definiu como coordenadora dos movimentos do uso de armamentos e informar onde deveriam ser roubados. O roubo dos dois milhões e meio de dolares da casa do ex-Governador Adhemar de Barros não se sabe o destino dado pela papisa da subversão. Dilma não passa incolume pelo ficha limpa.
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